Show do David Gilmour 12/12 no Allianz Parque

Eu sou do tipo de pessoa que não recusa um show. Ainda mais quando é de um grande ídolo, como o Gilmour. Assim que sai nos sites de notícias rumores da vinda de algum deles, começo a seguir diariamente hashtags e notícias novas sobre o tema, e quando chega o dia de comprar o ingresso fico no f5 sem parar.

Bem, ontem chegou o grande dia.

Chegamos cedo (17:30hr). Apesar do show começar apenas às 21hr, os portões já estavam abertos desde às 16, e depois do show do Paul McCartney (em outubro do ano passado) ficamos um pouco traumatizados com o tumulto na entrada. Mas foi tudo bem tranquilo, nada de filas ou muita aglomeração.

Entramos no Allianz Parque, que estava mais vazio do que cheio, e escolhemos um bom lugar nas cadeiras superiores.

Enquanto o show não começava, nos distraímos com o WiFi free do estádio (qualidade super ok).

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O show atrasou uns 20 minutos. A essa hora, o estádio já estava completamente lotado.

Assim que começou, com o telão em formato de circulo e todas aquelas luzes em volta, foi difícil segurar a emoção. Desde quando vi o Pulse, show do Pink Floyd da década de 90, em VHS, queria muito ter vivido aquela experiência, e o show do David Gilmour tinha tudo para se assemelhar aquilo. Assim foi.

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Simplesmente não consegui segurar às lágrimas em Us And Them. Shine On You Crazy Diamond foi perfeita. Wish You Were Here, High Hopes, Money, Time e Sorrow arrepiaram. São músicas que você ouve durante toda sua vida, mas alí, naquele momento, ao vivo, parece que você nunca escutou coisa mais linda. Por isso amo ir em shows, você vive a música naquele momento.

Mas o show não foi apenas músicas do Pink Floyd, né. Apesar de no ingresso vir escrito Pink Floyd’s David Gilmour, essa turnê é para divulgar o seu novo álbum, o Rattle That Lock. Honestamente, eu ainda não havia me apegado muito ao álbum além da faixa título, mas durante o espetáculo acabei me apaixonando por outras faixas, como In Any Tongue e The Girl in the Yellow Dress. As animações que passavam no telão durante as músicas ajudavam a transmitir ainda mais a ideia do que elas queriam passar.

O estádio inteiro vibrou ao som de Run Like Hell, e Comfortably Numb veio para fechar tudo com chave de diamante. AINDA ESTOU TENTANDO PROCESSAR O QUE FOI AQUILO. O som perfeito, de uma das músicas mais amadas da vida, junto a um show de luzes e fumaça que projetavam formas em cima da multidão e 40 mil pessoas com o mesmo sentimento. Posso considerar esse o melhor show da minha vida! Desbancando o Paul McCartney no Allianz Parque que, infelizmente, foi prejudicado por uma péssima qualidade de som durante toda a primeira parte do show, e o Roger Waters no Morumbi, com The Wall. Ouvir Run Like Hell e Comfortably Numb com o Gilmour deu MUIIITO mais emoção do que com o Waters. Achei o som e a organização melhores também.

Na hora da saída, esperamos o lugar dar um esvaziada para não pegar a hora máxima do tumulto, mas mesmo assim a rua estava abarrotada de gente que não sabia para onde ir. Saída de shows em geral são sempre bem confusas.

Mas minhas considerações finais é que o show valeu super a pena, desde a qualidade impecável e as emoções, até a organização e estrutura, que apesar de possuírem alguns defeitos, foi superior comparadas a de outros shows em que já fui. E aqui estão as notinhas completas:

Show: 10/10

Som: 10/10

Organização na entrada: 8/10 (Os portões abriram as 16hrs e o show estava marcado para começar às 21hr. Creio que graças a isso, as pessoas começaram a chegar em horários diferentes, evitando tumulto e filas em um único horário. Porém na hora da revista, pediram para eu ir para uma fila que não eram das cadeiras superiores e depois tive que voltar.)

Comodidade: 8/10 (fiquei na arquibancada, sentada de boa. A disposição do estádio possui vários banheiros distribuídos, então sempre havia um acesso próximo.)

Banheiro: 7/10 (comparados a banheiros de shoppings)

Comida: 7/10 (comparada a de shows em geral)

Preços: Um pedaço de pizza R$12, Budweiser R$10. Não é barato se compararmos com o preço dessas coisas no dia a dia, mas segue o padrão (bem carinho) dos shows em SP.

Organização na saída: 6/10

Pontos positivos: Wifi do Allianz Parque \o/

Setlist:

Set 1:
5 A.M.
Rattle That Lock
Faces of Stone
Wish You Were Here (Pink Floyd)
A Boat Lies Waiting
The Blue
Money (Pink Floyd)
Us and Them (Pink Floyd)
In Any Tongue
High Hopes (Pink Floyd)
Set 2:
Astronomy Domine (Pink Floyd)
Shine On You Crazy Diamond (Parts I-V) (Pink Floyd)
Fat Old Sun (Pink Floyd)
On an Island
The Girl in the Yellow Dress
Today
Sorrow (Pink Floyd)
Run Like Hell (Pink Floyd)

Encore:
Time (Pink Floyd)
Breathe (Reprise) (Pink Floyd)
Comfortably Numb (Pink Floyd)

Simplesmente apaixonada por ter feito meu primeiro texto aqui falando sobre esse show maravilhoso! ❤

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2 comentários sobre “Show do David Gilmour 12/12 no Allianz Parque

    • Bruna Nobre disse:

      Melhor show da minha vida! E olha que eu já fui em uns bem bons 🙂 legal que você tenha gostado, obrigada ♥ sempre que eu for em algum show eu vou escrever aqui e dar notas. Além de outras dicas! Beijos

      Curtir

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